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1200 manifestantes são detidos em Brasília; Moraes proíbe a entrada de ônibus na cidade

A semana começou com aproximadamente 1.200 pessoas detidas em frente ao Quartel-General do Exército em Brasília. Além das detenções, os manifestantes foram retirados do local nesta segunda-feira (9). Ao todo foram cerca de 40 ônibus levando os detidos do Governo do Distrito Federal à Superintendência da PF (Polícia Federal).

A PMDF (Polícia Militar do Distrito Federal) iniciou a desocupação do acampamento por volta das 8h da manhã. Os manifestantes tiveram uma hora para realizar a desocupação voluntária e o descumprimento acarretou as retenções.

Além do efetivo da PM, 960 militares do Exército estão trabalhando na ação.

Nos ônibus, os manifestantes são levados para uma averiguação e conferência de identidade para checar se há relação entre eles e as invasões em prédios públicos que aconteceram no domingo (8).

A operação da PMDF cumpre a determinação do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, que deu o prazo de 24 horas para a desmobilização do acampamento. Na mesma decisão, o magistrado afastou do cargo o governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB).

Proibida entrada de ônibus

Ônibus e caminhões com manifestantes estão proibidos de ingressar no Distrito Federal até o dia 31 de janeiro. A decisão faz parte de rol de medidas tomadas pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, após a invasão e vandalização de prédios públicos nesse domingo (8). As medidas foram publicadas na madrugada desta segunda-feira (9).

Moraes determinou também a apreensão e bloqueio de todos os ônibus identificados pela Polícia Federal, que trouxeram os vândalos para o Distrito Federal. Segundo a decisão, os proprietários deverão ser identificados e ouvidos em 48 horas, apresentando a relação e identificação de todos os passageiros.

E a internet?

Diante da destruição provocada em Brasília e da viralização das imagens em perfis bolsonaristas, Alexandre de Moraes também deu duas horas para que Facebook, TikTok e Twitter bloqueassem ao menos 18 perfis ligados às invasões. O não cumprimento da decisão implica em multa diária de R$ 100 mil.

Com informações ND Mais 

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