Uma escola caindo aos pedaços, na forma mais literal da expressão. Assim está o Santo Damo, no bairro São Cristóvão. O prédio da instituição, que tem aulas durante a manhã e tarde, sofre com a falta de manutenção.
Os principais problemas estão no telhado. Vídeos encaminhados por alunos mostram verdadeiras cachoeiras descendo pelo forro. As imagens foram feitas há uma semana.
Para tentar auxiliar, o diretor Giovani Camargo começou a fazer a troca das telhas. Nesta segunda, quando estava em cima da escola, ele sofreu um acidente.
Pisou em uma telha já bastante deteriorada e caiu. Ele teve ferimentos pelo corpo e foi encaminhado ao Maicé.
No local onde ele caiu, a situação precária ficou exposta. A fiação de energia elétrica é antiga e precária.
Centenas de crianças que estudam no local correm o risco de acidentes diariamente. Na semana que passou, uma delas escorregou em uma poça de água acumulada por conta das goteiras e bateu a cabeça.
O ginásio da escola está interditado e os motivos são bem claros. A luz que entra no local é proveniente das telhas quebradas. Quando têm aulas de educação física, os alunos se aglomeram pelo pátio da escola mesmo, porque não há mais um local adequado para a prática esportiva.
Paredes com a pintura deteriorada e parte do forro se desprendendo podem ser vistos por toda o prédio.
Nos fundos da escola, o muro está caindo, deixando exposta uma entrada para vândalos. Professores improvisaram uma cerca de arame farpado para tentar auxiliar na segurança.
Falando em segurança, diversas portas da escola não têm chaves. Em algumas, cadeados foram improvisados para evitar acontecimentos como os de meses atrás, quando algumas salas foram depredadas.
Professores e funcionários estão apreensivos com a situação e com medo de que algum acidente grave possa ocorrer com alunos por causa da falta de manutenção.
Por parte do Governo do Estado, a resposta é a mesma. Na questão da segurança, de acordo com o gerente de Educação, Renato Vogel, não há o que fazer a não ser tentar a instalação de câmeras de vigilância, coisa que até agora não aconteceu.
Quanto às obras de melhorias, Renato informou que uma licitação chegou a ser aberta, mas as empresas participantes desistiram. Um processo licitatório está aberto novamente, mas sem previsão e garantia de que será efetivado.
Neste processo, estão inclusas a troca do telhado e os trabalhos de melhorias no ginásio.
Enquanto isso não acontece, as crianças padecem diante das intempéries, aguardando que um dia o Santo Damo volte a ter condições reais de ser um local apropriado para a prática da educação.
