A segunda lua cheia de julho, a Lua Azul, acontece nesta sexta-feira, 31, uma coincidência astronômica rara que só vai acontecer de novo em 2018.
Apesar de ser um nome esquisito, Lua Azul não é de fato a cor com que a Lua vai se apresentar aos nossos olhos. E também não morde as criancinhas, como poderia ser imaginado pelos mais afoitos. Lua Azul é somente o nome que se dá para a segunda Lua Cheia que acontece no mesmo mês.
Em julho, a primeira Lua Cheia ocorreu no dia 2, quinta-feira e a segunda Lua Cheia – a Lua Azul – será nesta sexta-feira, 31, às 07h43 BRT (Hora de Brasília). Em 2012 a coincidência se repetiu, com duas Luas cheias em 2 e 31 de agosto.
A próxima Lua Azul acontecerá somente em janeiro de 2018.
Apesar da última Lua Azul ser recente o evento não acontece todos os anos, mas em média uma vez a cada 2.66 anos e em 1999 tivemos duas Luas Azuis em um período de apenas 3 meses.
Essa coincidência ocorre devido ao ciclo lunar ser de 29.530589 dias, o que torna perfeitamente possível que em um mesmo mês sua fase se apresente cheia por duas vezes.
Origem do nome
De acordo com alguns historiadores, o nome Lua Azul foi criado no século 16 por algumas pessoas que ao observarem a Lua a viram azulada. Outras, no entanto, a percebiam cinza. Muitas discussões ocorreram até concluir-se que era impossível a Lua ser azul.
Esse fato criou uma espécie de expressão linguística, e Lua Azul passou a ser sinônimo de algo impossível ou difícil. O termo ganhou força principalmente nos EUA e algumas frases como só me caso com você se a lua estiver azul se popularizaram rapidamente.
Assim, com esse significado de nunca ou raro que o termo foi usado para designar as duas luas cheias que ocorrem no mesmo mês, ou seja, uma coisa rara, que não acontece sempre.
