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Para agilizar doações para Manu, Secretaria de Saúde disponibiliza carro para Joaçaba

Para agilizar doações para Manu, Secretaria de Saúde disponibiliza carro para Joaçaba

Para agilizar as doações de medula óssea para a pequena Manuela Leal Corrêa de Mello, a Secretaria de Saúde vai disponibilizar um veículo, com 14 lugares, para uma viagem até o Hemosc em Joaçaba.

Os doadores podem ligar no (49) 3563-1888, na parte da tarde e agendar com Carla. O veículo sairá da Secretaria de Saúde nesta sexta-feira, às 13h15.

“Caso tenhamos uma demanda maior, vamos disponibilizar mais viagens”, afirmou a secretária Rejane Serafini.

O Hemosc, de Joaçaba, precisa de algumas autorizações estaduais para então vir fazer uma coleta específica de medula em Caçador, mas não é possível direcionar para uma pessoa. “Estamos agilizando os trâmites legais para ir até Caçador. Enquanto isso, incentivamos as pessoas para que venham até Joaçaba e façam as suas doações”, explicou a coordenadora do Hemosc, Monica Beal.

A secretaria Rejana afirmou ainda que a Secretaria está dando toda a assistência necessária para a pequena Manu. “Até a Saúde do Rio do Janeiro está ciente do problema. Estamos nos mobilizando de todas as formas para conseguirmos auxiliar no tratamento. Agora, com o envolvimento de toda a sociedade acreditamos que isso seja facilitado”, afirmou.

Conheça um pouco da história da pequena Manuela

Manuela Leal Corrêa de Mello é um bebê de 1 ano e meio que aos sete meses foi diagnosticada com MUCOPOLISSACARIDOSE TIPO 1. É uma doença genética que acontece um a cada 100 mil nascimentos. Uma das saídas é o transplante de medula óssea, porém ela tem que fazer até os 2 anos.

A mãe, Danaê Juliara Leal explicou que quando Manuela nasceu não apresentou maiores problemas e teve o teste do pezinho aprovado. Aos quatro meses notou-se um aumento do perímetro cefálico e a partir daí exames foram realizados. Com o resultado de uma tomografia, o médico apenas colocou que seria uma macrocefalia benigna e que até os dois anos se normalizava. Mas, em um diagnóstico em Jaraguá do Sul, veio a descoberta da gravidade da doença.

A Mucopolissacaridose é uma doença degenerativa, pois o organismo não elimina as GAGs que se acumulam. A medula não produz a enzima que é responsável por esse processo. Não existe cura para a doença. Pesquisas estão sendo realizadas e o único tratamento é a reposição da enzima através de infusões que a Manuela faz todas as semanas em Florianópolis. A Secretaria de Saúde oferece o transporte.

Manuela realizou a cirurgia que colocou o cateter para facilitar a infusão, já que necessitava toda semana pulsionar a veia várias vezes. Chegaram a furar 20 vezes numa única infusão tentando achar a veia.

Toda semana a Manuela vai a Florianópolis, recebe a infusão que demora umas cinco horas e volta a Caçador, tudo isso num período de 24 horas.

“No caso da Manuela já conseguimos na justiça, mas o Estado ainda não está oferecendo a medicação. O tratamento da Manuela está sendo feito através de doação do laboratório. O medicamento é importado do Canadá. Existe a possibilidade do transplante de medula, mas precisa ser realizado até os 2 anos de idade”, explicou a mãe.

O acompanhamento está sendo feito em Porto Alegre no Hospital das Clínicas. “Há a necessidade de ter acompanhamento de vários profissionais como fisioterapeuta, nutricionista, psicóloga, pediatra, neuropediatra entre outros. Manuela tem frequentado a APAE que realiza um trabalho fantástico em todas as áreas que ela necessita”, finalizou a mãe.

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Com informações do Jornal Folha da Cidade/Juliana Gomes

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