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MP faz buscas na Prefeitura de Monte Carlo e mira ex-prefeita em investigação sobre contratos de R$ 31,6 milhões

Na manhã desta quarta-feira (21), o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) bateu à porta da Prefeitura de Monte Carlo. Foi o ponto mais sensível da Operação Simbiose, que apura suspeitas de direcionamento de licitações e desvio de recursos públicos do município.

Ao todo, foram cumpridos 20 mandados de busca e apreensão em Monte Carlo e Fraiburgo, expedidos pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC). As equipes estiveram em endereços de investigados, em empresas ligadas ao caso e na sede da prefeitura. Entre os alvos estão uma ex-prefeita e dois advogados que integram o quadro societário das empresas investigadas.

A investigação é conduzida pelo Grupo Especial Anticorrupção (GEAC). Ela nasceu da análise de contratos firmados entre o município e empresas ligadas a um mesmo núcleo empresarial, que inicialmente prestavam serviços na área da saúde. Segundo o MPSC, os pagamentos da prefeitura a empresas do grupo passaram de R$ 31,6 milhões no período analisado.

Com o avanço das apurações, os investigadores encontraram indícios de que o esquema pode ter se espalhado para outros segmentos contratados pelo município, por meio de empresas diferentes, mas com vínculos societários, familiares, operacionais e financeiros entre si.

O Ministério Público também apura possíveis irregularidades em alterações de contratos, o uso de pessoas como titulares formais de bens ou negócios e transferências financeiras que podem indicar ocultação de patrimônio. Segundo o MPSC, os fatos investigados teriam começado em 2017.

O nome da operação não é por acaso. “Simbiose” faz referência à aparente relação de interdependência entre agentes públicos e integrantes do grupo empresarial, que teria ajudado a manter contratações públicas e a fazer o dinheiro circular em benefício mútuo.

Os mandados de busca e apreensão são medidas de investigação e não significam condenação. Os citados têm direito à ampla defesa, e o espaço segue aberto para manifestações da Prefeitura de Monte Carlo, da ex-prefeita e das empresas investigadas.

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