O empresário caçadorense, Domingos Brusco, pai da primeira dama do município, Giselle Brusco Comazzetto, faleceu, aos 84 anos, nesta quinta-feira, 9. O enterro será na tarde deste dia 10, no Cemitério da Linha Cará.
Nascido em 23 de setembro de 1928, Brusco era natural do então distrito de Sananduva, pertencente a Lagoa Vermelha-RS e adotou Caçador para morar quando ainda muito jovem, tendo até servido ao Tiro de Guerra do município. Quarto irmão de 13 na família, era filho de Conrado Brusco e Giustina Fracasso e tinha cinco filhos e nove netos. Era casado com Iraci Lourdes Foresti Brusco.
No seu histórico, consta a fundação da Paróquia Nossa Senhora Rainha, no Santelmo, juntamente com Hilário Pegoraro e o padre Agenor Coldebella, além de ser atuante nas atividades do Clube das Bochas, Clube 7 de Setembro e Rancho Fundo e ter sido sócio-fundador do Lions Clube Caçador – Centro, em 5 de maio de 1961, onde foi o 22º presidente do clube de serviço para o biênio 82/83, substituindo o ex-prefeito Onélio Menta. No Lions foram 40 anos de atividades beneficentes.
Brusco foi ainda paraninfo dos técnicos em contabilidade da turma de 1972 pela Escola Técnica de Comércio “Catarinense” Caçador e nomeado nos governos Celso Ramos, Ivo Silveira e Colombo Salles para prestar serviço na Delegacia de Caçador como delegado, suplente de delegado, segundo suplente, entre outros.
Por oito anos, foi vereador pelo PRP, tendo assumido a presidência da Câmara em certo período. Enquanto vereador, uma das ações de destaque foi conseguir a implantação da Casa do Colono, onde hoje funciona o escritório local da Epagri e Cidasc, através de doação de terreno pelo amigo pessoal Domingos Giovanni Pegoraro. Também lutou junto à agricultura para a vinda da antiga Acaresc (Associação de Crédito e Extensão Rural), atualmente Epagri.
Participou ainda da abertura da Cooperativa Agrícola de Caçador em 29 de dezembro de 1957. O primeiro presidente constante na ata que Domingos Brusco guardava até hoje era Ernesto Faoro, tendo como diretor-gerente o próprio Domingos, e como diretor-secretário João Pirolli.
Brusco atuou na gerência por 17 anos, com a cooperativa chegando aos 528 sócios e sendo importante para a comunidade caçadorense, gerando emprego e renda para muitas famílias. Um dos produtos produzidos pela cooperativa foi o conhecido vinho Montini.
Também na atuação empresarial, Brusco foi proprietário de fábrica de pasta mecânica no distrito de Taquara Verde e comunidade Aliança e cultivou pomares de laranja em São Paulo e Sorocaba.
Desde 1965 atuava com Normando Tesdesco no ramo imobiliário em Balneário Camboriú e ainda cumpriu aos chamados do Poder Judiciário, tendo sido jurado constante durante 15 anos até possuir a dispensa.
Quando estava com 70 anos e ainda dirigia pelas ruas de Caçador, aproveitou para comentar que tinha completado 50 anos de habilitação sem nunca ter sofrido um acidente nem provocado o de alguém.
Com visão de desenvolvimento, fez doação de terreno para que pudesse ser aberta o prolongamento da avenida Barão do Rio Branco, com sentido ao Parque das Araucárias e doou terreno na Beira Rio para prolongamento da via.
(Homenagem é da esposa Iraci Lourdes Foresti Brusco, dos filhos João Carlos Foresti Brusco, Helena Foresti Brusco, Maria Bernadete Brusco Haudsch, Giselle Brusco Comazzetto, Alvaro José Brusco, e também dos netos, Giovani, Marjorie, Leonardo, Leandro, Cintia, Marcelo, Matheus, Yago e Lucas).
