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Moraes descarta prisão de Bolsonaro por enquanto, mas mantém alerta severo

Bolsonaro

Prisão de Bolsonaro “será imediata” em caso de nova violação às medidas cautelares, adverte o ministro Alexandre de Moraes

“Deixo de converter as medidas cautelares em prisão preventiva, advertindo ao réu, entretanto, que, se houver novo descumprimento, a conversão será imediata”, escreveu Moraes, concluindo com a frase: “A Justiça é cega, mas não é tola”.

A notícia da não decretação da prisão chegou a Bolsonaro enquanto ele participava de um culto na Catedral da Bênção, em Brasília, onde foi flagrado chorando após a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, declarar “Marido, te amo”.

Restrições mantidas e novos esclarecimentos

A Primeira Turma do STF, por quatro votos a um, decidiu manter as medidas cautelares impostas a Bolsonaro. As restrições incluem:

Foi justamente a última regra que quase motivou a prisão de Bolsonaro nesta semana. Moraes intimou os advogados do ex-presidente a prestarem esclarecimentos sobre o possível descumprimento da medida na última segunda-feira (21). O questionamento surgiu porque, ao deixar uma reunião do PL no Congresso Nacional, Bolsonaro falou publicamente a apoiadores e jornalistas. Essa declaração foi posteriormente divulgada na internet, levando à suspeita de violação da proibição do uso de redes sociais, direta ou indiretamente.

O ministro reforçou que a interdição inclui a veiculação de áudios, vídeos ou transcrições de entrevistas por terceiros, com o objetivo claro de impedir que Bolsonaro burle as restrições.

Em resposta à defesa, contudo, Moraes esclareceu que o ex-presidente não está proibido de conceder entrevistas a veículos de imprensa e fazer discursos. O ponto central da restrição é a impossibilidade de usar esse material em publicações nas redes sociais de terceiros de forma coordenada, citando o modus operandi das “milícias digitais”.

“A explicitação da medida cautelar imposta no dia 17/7 pela decisão do dia 21/7, deixou claro que não será admitida a utilização de subterfúgios para a manutenção da prática de atividades criminosas, com a instrumentalização de entrevistas ou discursos públicos como ‘material pré-fabricado’ para posterior postagens nas redes sociais de terceiros previamente coordenados”, estabeleceu o ministro.

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