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Máscaras voltam a ser recomendadas como proteção após aumento de doenças respiratórias em SC

Após alertar para o aumento do número de doenças respiratórias em crianças em Santa Catarina, a Dive (Diretoria de Vigilância Epidemiológica) publicou uma nota com recomendações de proteção contra os vírus. Entre elas, está a utilização de máscaras.

A medida faz parte de uma estratégia abrangente para proteção individual e coletiva contra infecções respiratórias, em especial a Covid-19. O órgão  ressalta que o uso e o descarte apropriados são essenciais para garantir sua eficácia e evitar riscos de transmissão.

Para isso, um passo a passo foi elaborado para auxiliar na forma correta de utilização:

Coloque a máscara com cuidado, de modo a cobrir a boca e o nariz, e amarre com segurança para minimizar o espaço vazio entre o rosto e a máscara;

Demais medidas protetivas

Além da recomendação pelo uso de máscaras, outras medidas foram citadas para conter o avanço das doenças respiratórias. São elas:

Utilização de máscaras em SC

Ainda em abril de 2020, um mês após o anúncio do início da pandemia do coronavírus, o governo catarinense indicava a obrigatoriedade da utilização de máscaras por toda a população de Santa Catarina, a fim de conter o avanço da doença.

Já em 2022, dois anos após a explosão de casos, a medida de proteção foi descartada pelo governo em detrimento do avanço da vacinação contra o vírus da Sars-Cov-2, no dia 11 de março. Apesar disso, sua utilização ainda era recomendada em ambientes fechados e em meio a aglomerações.

Na época, o órgão ressaltou ainda que “nos hospitais e centros de saúde, conforme regulamentação da Agencia Nacional de Vigilância Sanitária, o uso de máscaras permanece sendo altamente recomendado e deve ser estimulado, devido ao risco que esses ambientes têm para a transmissão de doenças”.

Cada município deveria estabelecer suas próprias regras de uso. Todas as 295 cidades do Estado tiraram a obrigatoriedade do uso de máscaras.

Aumento de casos de doenças respiratórias em crianças

Na última sexta-feira (20), a Dive/SC emitiu uma nota na qual alertava para o aumento de casos de doenças, consultas e internações infantis por conta de sintomas respiratórios no Estado de Santa Catarina.

Conforme o boletim epidemiológico, atualizado no dia 10 de maio, Santa Catarina registrou 157 casos confirmados de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) por influenza, sendo que 28 morreram.

Além disso, no mesmo texto, o órgão frisa que os leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) pediátrica para tratamento de síndromes respiratórias em crianças tem alcançado índices de lotação total.

Por sua vez, a Covid-19 também mostrou expressividade nos números. Dos casos confirmados, de acordo com o Boletim Epidemiológico publicado na última terça-feira (17), foi notificado um aumento de positivados entre os dias 17 e 23 de abril.

Na semana epidemiológica entre o dia 8 e 14 de maio, o aumento foi de 30% em relação à semana anterior.

“As crianças, assim como os adultos, podem desenvolver diversas manifestações clínicas a curto e em longo prazo após contrair Covid-19, como fadiga, tosse, dores musculares e articulares, dor de cabeça, dificuldade para adormecer e problemas de concentração”, finaliza o órgão, que deixa em evidência a ampliação dos cuidados com a faixa etária.

Com informações ND Mais 

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