A situação dos loteamentos irregulares em Caçador voltou a ser abordada pela vereadora Lidiane Cattani da Silva (PP) durante sessão ordinária na Câmara Municipal. Na semana passada, solicitou informações ao Executivo sobre o Loteamento Lara, no Bairro Martello, questionando se há um processo de regularização no local e, havendo, em que fase se encontra.
Lidiane explica que é comum em loteamentos irregulares os moradores não terem acesso aos serviços básicos, como o fornecimento de água e energia elétrica por exemplo, e sem alternativas acabam improvisando de forma clandestina, o que dificulta à prefeitura atender os moradores em situações irregulares.
“Infelizmente esse é o caso do loteamento Lara, próximo ao Mutirão, por isso queremos saber se há um processo de regularização para que estas pessoas tenham uma vida digna no futuro”, explica.
A vereadora esteve recentemente na comunidade conversando com os moradores e acompanhando a situação precária que as cerca de 30 famílias vivem. Diante disso, chamou a atenção para a necessidade de a prefeitura ampliar a fiscalização e inibir a construção de outras moradias irregulares e evitar que o problema se alastre.
“Primeiro é preciso criar campanhas orientando as pessoas sobre as penalidades para quem vende e quem compra lotes irregulares; segundo, interditar já no início da construção e autuar tanto a pessoa que está construindo quanto o dono da propriedade”, informa.
O caso envolvendo o Loteamento Lara não é exclusividade, explica Lidiane. Segundo ela, há outros na mesma situação, como é o caso da Vila Usina, no bairro Bom Sucesso, onde o problema se arrasta há décadas, na Comunidade do Bugre, onde há registros de comercialização de terrenos de forma irregular, no Tarumã e na Linha Cachoeirinha onde há casas irregulares.
“Peço que realmente haja fiscalização, porque após estarem com a moradia pronta as pessoas não podem receber benfeitorias da prefeitura justamente por estarem irregulares. Então eu cobro do setor competente da prefeitura que atue realmente, seja autuando, fiscalizando e, principalmente regularizando, porque não há como essas famílias voltarem atrás, já que as únicas economias que têm estão investidas nessas moradias. A alternativa é regularizar as edificações já consolidadas e interditar novos loteamentos que estejam sendo formados de forma irregular”, completa.
