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Cidasc orienta para obrigação de brincos na identificação de animais

Cidasc orienta para obrigação de brincos na identificação de animais

Único estado brasileiro livre de febre aftosa sem vacinação, Santa Catarina trabalha em diferentes frentes para manter o status. Uma das iniciativas é a lei que desde 2008 exige a identificação de todo bovino e bubalino (búfalo) por meio de um brinco colocado no animal antes dele completar seis meses de idade.

A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) está reforçando a importância do mecanismo de defesa em divulgação junto aos produtores de todo o Estado. O veterinário Fábio de Carvalho Ferreira, da Gerência de Defesa Sanitário Animal, explica que o brinco apresenta uma numeração e um código de barras que permitem levantar informações como o nome do proprietário e a cidade de origem do animal.

O veterinário ressalta que os brincos são fornecidos gratuitamente para todos os produtores catarinenses, que são responsáveis pela colocação do acessório. Mas ele explica que é preciso procurar o escritório regional da Cidasc para fazer o pedido antes de o animal completar seis meses de idade. “Todo bovino ou bubalino com mais de seis meses de idade e sem o brinco é considerado irregular e precisa ser abatido”, afirma. Ao procurar o Cidasc, o produtor informa os dados do animal que receberá o brinco e também o número do brinco da mãe do animal.

Em caso de perda do brinco, é preciso solicitar imediatamente um novo junto à Cidasc. A morte do animal também deve ser comunicada para a equipe da companhia, que registrará a baixa no sistema.

Hoje, são cerca de 4,2 milhões de bovinos e 11 mil búfalos cadastrados com os brincos em Santa Catarina. Cada brinco custa cerca de R$ 1 e, em média, são distribuídos 1 milhão de novos acessórios por ano. Denúncias sobre animais sem o mecanismo de defesa devem ser feitas por meio da central 0800-643-9300.

Para o trabalho de fiscalização, o Estado conta com 67 barreiras físicas e com o trabalho de equipes móveis. Hoje o Oeste ainda é a região com maior produção, mas o Sul também destaque-se pela criação de gado para produção leiteira e a região de Lages pela criação de búfalos.

Status diferenciado

Santa Catarina é o único Estado brasileiro livre de febre aftosa sem vacinação. A última ocorrência de febre aftosa em Santa Catarina foi em 1993. O Estado garantiu a certificação internacional como área livre de febre aftosa sem vacinação em 2007, emitida pela Organização Internacional de Saúde Animal (OIE). O documento foi renovado neste ano.

O status sanitário catarinense foi fundamental para a conquista de mercados competitivos para carne suína, como Japão, China e Chile, com perspectivas de exportação também para a Coréia do Sul e Estados Unidos.

A Organização Mundial de Saúde Animal foi criada em 1924 para combater as enfermidades dos animais em nível mundial. Um dos principais objetivos da organização é garantir a transparência da situação sanitária no mundo, assim como a garantia da segurança sanitária no comércio mundial de animais e seus produtos, particularmente dos alimentos. As regras internacionais elaboradas pela OIE protegem os países contra enfermidades e são cumpridas pela Organização Mundial do Comércio (OMC).

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