Ícone do site Notícia Hoje

Caçador reivindica construção de centro de convivência para idosos

Caçador reivindica construção de centro de convivência para idosos

Caçador, no Meio‑Oeste catarinense, abriu, na tarde desta segunda-feira, 27, um ciclo de seis audiências públicas regionais que vão discutir o tema “Envelhecimento Digno em Santa Catarina”. O evento, promovido pelo Fórum Parlamentar em Defesa da Pessoa Idosa em Santa Catarina, reuniu autoridades, representantes de conselhos de idosos na câmara de vereadores do município.

De acordo com a deputada Dirce Heiderscheidt (PMDB), coordenadora do fórum, os dados colhidos nas audiências serão encaminhados ao governo estadual. Em Caçador, a principal reivindicação dos participantes é a construção de um centro de convivência voltado para os idosos. Houve queixas também com relação à falta de medicamentos na rede pública de saúde e a situação precária das calçadas.

“Todas essas informações farão parte de um documento que será apresentado ao governador Raimundo Colombo (PSD) e à Secretária Estadual de Assistência Social, Trabalho e Habitação. Isso deve ocorrer em um evento que realizaremos em setembro, no encerramento do ciclo de audiências”, explicou Dirce.

Segundo a secretária de Assistência Social de Caçador, Beatriz Ribeiro dos Santos, a busca pela construção de um centro de convivência no município é histórica. “Infelizmente, não é possível construir esse centro com recursos próprios. Precisamos unir forças para conquistar essa obra para Caçador”, afirmou a secretária.

Após a audiência, a deputada Dirce Heiderscheidt e a secretária de Assistência Social se reuniriam com o prefeito de Caçador, Gilberto Comazzetto (PMDB), para tratar do centro de convivência. “Nosso objetivo é ajudá-los a encaminhar esse projeto para o governo estadual”, disse a deputada.

Avanços e desafios
A secretária de Assistência Social de Caçador lembrou, durante a audiência, que o Estatuto do Idoso completa em 2013 dez anos de vigência. Para ela, a legislação trouxe avanços, como a gratuidade no transporte público, a concessão de benefício previdenciário para idosos carentes, entre outros. Mas apontou desafios para consolidar os direitos obtidos com o estatuto.

“De cada sete idosos, só um tem conhecimento do teor do estatuto. Precisamos disseminar as informações sobre essa legislação”, disse a secretária. “Há também outros desafios pela frente, como a questão dos planos de saúde e da violência física e psicológica a que muitos idosos são submetidos”.

O vereador Valmor de Paula (PT) chamou atenção para a necessidade do fim do chamado Fator Previdenciário, que, na sua opinião, penaliza os aposentados. Ele também afirmou que o Legislativo de Caçador encaminhará à prefeitura as sugestões colhidas durante a audência que forem de competência do município.

Legislação
O advogado Hélio Abreu Filho, da Comissão de Assistência Social da OAB-SC, fez um balanço da legislação estadual e federal criada em prol do idoso. Para ele, é fundamental que poder público e sociedade civil organizada trabalhem em conjunto para cumprimento e fiscalização da aplicação do estatuto. “O estatuto é uma lei que pegou, que surtiu efeito porque prevê multa a prisão para quem descumpri-la”, afirmou.

Atualmente, segundo dados do IBGE, 10% da população catarinense, o que equivale a quase 660 mil pessoas, tem mais de 60 anos. No Brasil, a expectativa de vida, que hoje em dia é de 68,6 anos, deve chegar aos 81 anos em 2050. “Temos que preparar nossas cidades e o estado para o envelhecimento da nossa população”, resumiu a deputada Dirce.

Mais notícias de política>

 

 

 

Sair da versão mobile