Depois de aproximadamente 95h, a energia elétrica foi reestabelecida, em Caçador, e as pessoas poderão retomar as suas rotinas. A luz acabou por volta das 23h de sexta-feira, 28, após a passagem de um tornado, que passou dos 130km/h, em Campos Novos, derrubando quatro torres de energia.
Com isso, Caçador ficou totalmente às escuras desde então. Municípios como Videira, Fraiburgo, Rio das Antas, Lebon Régis, conseguiram fonte de energia alternativas e ainda conseguiram no modo rodízio se manter com luz.
Já Caçador, por ser final de linha de transmissão, a Celesc não possuía um plano B para driblar os problemas do apagão.
Postos de combustíveis precisaram ser fechados, voltando a abastecer no domingo à tarde, o que provocou enormes filas. Supermercados que possuíam geradores continuaram atendendo normalmente. Já não foi o caso de mercados pequenos, que sem geradores acabaram tendo enormes prejuízos, pois muitas mercadorias perecíveis foram perdidas.

Por sorte, a empresa responsável pela distribuição de água, em Caçador, a BRK, tinha um plano de contingência e conseguiu suprir a necessidade de energia com geradores e abastecer toda a cidade, salvos alguns momentos que foi feito uma espécie de rodízio até normalizar totalmente o abastecimento.
As empresas e indústrias tiveram que parar sua produção e dispensar funcionários, pois as máquina não tinham energia para continuar trabalhando e isso afetou diretamente, principalmente empresas que trabalham com exportação, prejudicando em cheio a economia de Caçador.
Durante o apagão, houve muito desencontro de informação, sendo que muitas informações eram contraditórias entre a própria Celesc.
Informações extraoficiais é de que empresários de Caçador devem ingressar com uma ação indenizatória contra a Celesc para reparar os danos e prejuízos sofridos com o apagão.
Ainda nesta semana, o prefeito Saulo Sperotto deve se reunir com lideranças empresariais e políticas para fazer um levantamento dos danos e prejuízos e a partir disso traçar os próximos passos a serem tomados sobre o apagão, além de cobrar da Celesc um posicionamento e resolutividade para este problema não seja mais enfrentado pela população.