A Associação Empresarial de Caçador afirmou ser favorável às manifestações dos caminhoneiros. Uma nota oficial foi encaminhada à Federação das Empresas de Transporte de Carga e Logística de Santa Catarina (Fetrancesc).
A ACIC defende as reivindicações dos transportadores como justas porque afetam a todo o transporte de carga e de passageiros e o consumidor final. “Somente o Brasil aumento o preço dos combustíveis, o que está tornando inviável o transporte de produtos”, afirmou o presidente da ACIC, Henrique Basso.
Henrique afirmou ainda que a ACIC solicitou à Federação um posicionamento junto aos governantes e representantes do Estado para que as mudanças solicitadas sejam atendidas. “Outra reivindicação é a solução para as rodovias federais e estaduais. Está inviável transitar por estas rodovias. A maioria das obras prometidas estão paradas desde o ano passado”, completou Henrique.
“Cadê os nossos representantes políticos?”, finalizou o presidente da ACIC.
Posição da FIESC
A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) defende a imediata normalização das atividades econômicas no Estado, afetadas por um movimento de protesto dos caminhoneiros. Nesta segunda-feira (23), a entidade enviou correspondência à presidente Dilma Rousseff solicitando o encaminhamento de solução e emitiu nota oficial pela qual manifestou “inconformismo” diante da paralisação.
“Independentemente do mérito e da procedência [do protesto], nunca se pode fazer um movimento que cause um abalo econômico e social”, afirmou Côrte. Ele salientou que a greve está paralisando a agroindústria – algumas chegaram a conceder férias coletivas – e impedindo o fornecimento de combustível em diversas cidades.
O empresário defendeu a continuidade das negociações entre o movimento grevista e os governos federal e estadual e destacou que a Federação estuda, caso o movimento persista, a adoção de medidas judiciais assegurando o direito de circulação das pessoas e da produção. Conforme Côrte, o movimento põe em risco o modelo de agroindústria construído em Santa Catarina.
Veja a íntegra da nota da FIESC
“A Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina – FIESC manifesta o seu inconformismo com a greve dos caminhoneiros, que está provocando prejuízos incalculáveis à agroindústria catarinense e a toda economia estadual.
O segmento alimentar catarinense é o maior produtor de suínos do país e o terceiro de frangos. responde por 17,5% do valor da transformação industrial do Estado, por 1/3 das exportações e por mais de 100 mil trabalhadores.
Impedir as operações da agroindústria é o mesmo que paralisar as atividades de milhares de famílias que atuam nos campos e decretar o fechamento de milhares de postos de trabalho, causando abalos irrecuperáveis à economia e à ordem social.
A FIESC apela aos governos federal e estadual e aos organizadores do movimento grevista para que encaminhem medidas imediatas de normalização das atividades da agroindústria, patrimônio e bem maior de milhares de famílias catarinenses”.
