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Servidora morre de Covid-19 após demora em internação em hospital em SC

Três semanas após sentir os primeiros sintomas de Covid-19, a servidora pública Ceoli Terezinha Vieira Caetano, de 55 anos, não resistiu à segunda parada cardiorrespiratória e morreu neste sábado (27), em Biguaçu, na Grande Florianópolis. Por duas vezes ela precisou aguardar por uma vaga em hospital.

“Ninguém esperava, todo mundo achava que ela ia se recuperar”, conta a filha Gislaine Vieira Caetano, de 29 anos. Na primeira ocasião em que precisou de atendimento médico, ela ficou em observação em uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) e recebeu alta por falta de leito. Na segunda vez em que voltou à mesma UPA, conseguiu transferência para o hospital somente no dia seguinte.

“Deram remédios, mas ela passou mal e na quinta (11) voltou à UPA. Eles a deixaram em observação e não a transferiram para o hospital porque não tinha vaga. Ela ficou o dia todo na UPA na quinta-feira e mandaram para casa às 10h noite”, lembra Gislaine.

Na sexta-feira (12), a filha relata que comprou um oxímetro e mediu o nível de oxigênio de Ceoli, que estava com saturação em 66. Então, retornou à unidade de pronto atendimento pela segunda vez desde o teste positivado, na sexta-feira (12).

Na data, também não havia vaga no hospital e ela precisou esperar. Apenas no sábado (13), às 15h, ela foi transferida para o Hospital Regional de Biguaçu.

Piora dos sintomas
No domingo (14), ela foi intubada após se sentir mal. “Ela seria transferida para o Hospital de Caridade, mas não foi porque a saturação oscilava muito e corria o risco de morrer no meio do caminho”, explica Gislaine.

Na segunda de manhã (15), Ceoli conseguiu uma vaga na UTI do Regional de Biguaçu e apresentava sinais de melhora, mas ao longo da semana teve febre e uma nova infecção devido às complicações da doença.

Na sexta à noite (27), ela sofreu uma parada cardiorrespiratória. “Os médicos sempre frisavam que o caso dela era grave porque tinha comorbidades, como diabetes e pressão alta. Eles também disseram que pacientes voltam pior do que estavam da parada”, diz Gislaine.

No início na tarde de sábado (28), ela sofreu outra parada respiratória e não resistiu. Ceoli deixa dois filhos, Gislaine e Guilherme, marido, Altamir, e dois netos, Maitê de 1 ano e 9 meses, e Ruan Pablo, de 9 anos. “Era uma pessoa boa, com ela não tinha tempo ruim, sempre estava com um sorriso no rosto. Estamos devastados”, lamenta Gislaine.

O sepultamento ocorreu no domingo (28), no Cemitério Municipal São João Evangelista. Por conta do decreto estadual a celebração e sepultamento foram restritos a familiares.

Prefeitura de Biguaçu lamenta morte de servidora

Em nota, a prefeitura de Biguaçu lamenta a morte da servidora, que ocupava o cargo de auxiliar de serviços gerais desde 2019.

Segundo o texto, “o prefeito, Salmir da Silva, o vice-prefeito, Alexandre Martins de Souza, e toda administração municipal se solidarizam aos familiares e amigos, desejando conforto e paz neste momento de dor”.

Nesta segunda-feira (1º), os leitos UTI adulto para Covid-19 do Hospital Regional de Biguaçu registram lotação.

Com informações ND Mais 

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