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Presos da Operação Rastro são condenados. Caçadorense pegou mais de 14 anos de prisão

Presos da Operação Rastro são condenados. Caçadorense pegou mais de 14 anos de prisão

Os cinco presos na Operação Rastro foram condenados a penas que somadas passam 93 anos de prisão, pela tentativa de homicídio de três policiais civis e um policial militar que realizaram a abordagem e prisão no dia 19 de agosto de 2001. Soma-se ainda às penas aplicadas, o crime de formação de quadrilha armada e porte ilegal de arma.

Entre os criminosos, está o caçadorense Daguiar Kades, além de Loir Carlos Milani, que morreu na hora. Kades, inclusive, disse à polícia que não fazia parte da quadrilha, que era comerciante, residia em Caçador e que apenas chegou ao local na hora da ocorrência.

 

 

As penas

– Valderi Pereira: 16 anos, 8 meses e 12 dias de reclusão, em regime inicial fechado;

– Wagner Ruiz de Medeiros: 19 anos, 5 meses e 22 dias de reclusão, em regime inicial fechado;

– Daguiar Kades: 14 anos, 8 meses e 12 dias de reclusão, em regime inicial fechado;

– Eder João Bisello: 20 anos, 7 meses e 22 dias de reclusão, em regime inicial fechado;

– Romildo Antunes Maciel: 24 anos e 10 dias de reclusão, em regime inicial fechado.

A Operação

A força-tarefa da Secretaria de Segurança Pública, composta por Policiais Civis, Militares, Polícia Especializada de Fronteira (PEFRON) e Polícia Rodoviária Federal, prendeu, na manhã do dia 19 de agosto de 2011, em Santa Cecília, parte de uma quadrilha de assaltantes que aterrorizava a região do Meio-Oeste Catarinense, principalmente roubando ônibus de empresas de turismo, caminhões de cargas e roubos a lotéricas e residências em Caçador. No confronto com a polícia, um dos criminosos morreu baleado, dois ficaram feridos a tiro e três não se machucaram.

Através de investigações, a equipe da força-tarefa recebeu informações de que a quadrilha iria praticar mais um assalto em Santa Cecília. Os agentes de Segurança se deslocaram para a cidade, por volta das 3h30. Foram identificados três veículos utilizados pelos criminosos, um Fiat/Strada, um Fiat/Palio e um Fiat/Uno, que foram monitorados em todos os trajetos percorridos, inclusive na zona urbana da cidade de Santa Cecília.

Às 10h25, foi decidido deflagrar a Operação de desarticulação e prisão dos assaltantes, ocasião em que integrantes da quadrilha se deslocavam com os três veículos para o restaurante Boa Vista, situado às margens da BR 116, entroncamento com a SC 302. Durante a abordagem dos policiais da força-tarefa, os criminosos, fortemente armados, reagiram, iniciando uma intensa troca de tiros no local. Dos seis assaltantes, um morreu, dois ficaram feridos a tiro e três ilesos.

A ação policial in loco foi comandada pelo delegado Daniel Regis, da DIC de Caçador. A força-tarefa foi coordenada pela Secretaria de Segurança Pública através da Diretoria de Inteligência, com apoio da Inteligência da Polícia Civil e da Polícia Militar.

A Operação resultou na prisão de Valderi Pereira, Wagner Ruiz de Medeiros, Daguiar Kades, Romildo Antunes Maciel, Eder João Bisello (hospitalizado) e Loir Carlos Milani (óbito). Os presos foram encaminhados ao Presídio de Caçador.

Com os integrantes da quadrilha foram apreendidos, além dos três veículos: uma pistola 9mm com numeração raspada, dois carregadores contendo 34 munições; uma pistola 380, com dois carregadores e 30 munições; dois revólveres .38, com 11 munições .38 e uma cápsula deflagrada; uma chave mixa; um rolo de fita adesiva, possivelmente utilizado para imobilizar as vítimas durante a ação criminosa; uma talha possivelmente utilizada para erguer cofres ou caixas eletrônicos.

Segundo informações da Polícia à época, os suspeitos eram os mesmos que assaltaram pela segunda vez uma lotérica localizada na avenida Salgado Filho, em Caçador.

 

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