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Polícia Civil identifica e prende mulher acusada de envenenar 26 cães em Herval d’Oeste

mulher

Após ser confrontada a mulher confessou os crimes e alegou ter agido sozinha

A Polícia Civil de Herval d’Oeste identificou e conseguiu a confissão da mulher responsável pelos envenenamentos que resultaram na morte de 26 cães na cidade. Os crimes vinham ocorrendo desde fevereiro, e um novo ataque recente acelerou as investigações, levando à elucidação do caso.

O delegado Marcelo Marins, responsável pelas investigações, informou em entrevista à Rádio Catarinense que foram cumpridos mandados de busca e apreensão no endereço da suspeita. Durante as diligências, a investigada e uma testemunha foram ouvidas e confrontadas com as provas coletadas.

A polícia examinou imagens de segurança que mostravam veículos entrando na propriedade onde os envenenamentos ocorreram em fevereiro, abril e no último episódio, todos com fortes evidências de uso de veneno. Após ser confrontada com essas imagens e novas ordens judiciais, a mulher confessou ter cometido os crimes.

As investigações preliminares indicam que a suspeita tinha ligação com o tutor dos cães. Os ataques estariam relacionados a conflitos familiares, dificuldades financeiras e o incômodo causado pelo barulho dos animais.

Outras evidências e próximos passos da investigação

Durante uma das apreensões, a Polícia Civil encontrou uma espingarda que, supostamente, foi utilizada para disparos registrados em fevereiro. A arma será periciada para confirmar sua ligação com o caso. Novas provas também serão enviadas ao Instituto Geral de Perícias (IGP), que avaliará se há participação de outras pessoas nos crimes. Embora a mulher tenha afirmado ter agido sozinha, o envolvimento de terceiros ainda não foi descartado, segundo o delegado Marcelo Marins.

Com a confissão em mãos, a polícia encaminhará o inquérito ao Ministério Público. A promotoria poderá requerer a prisão da suspeita, que pode responder por crime de maus-tratos com envenenamento de cães, cuja pena prevista varia de 2 a 5 anos de reclusão.

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