Buscas ocorrem em 15 municípios do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rondônia, São Paulo e Bahia
Até as 9h, 45 pessoas haviam sido presas, segundo o g1. A polícia também apreendeu cerca de R$ 100 mil em dinheiro, armas de fogo e entorpecentes. Entre os detidos estão o dono da empresa e o filho dele, que já cumpria pena em uma unidade prisional por outro crime.
Durante um ano de investigação, a Polícia Civil identificou que o grupo criminava também lucrava com a venda de laudos toxicológicos falsos para caminhoneiros envolvidos no esquema.
Ao todo, a operação cumpre 154 ordens judiciais, incluindo:
53 prisões preventivas,
54 bloqueios de contas bancárias,
o sequestro de dois imóveis,
e oito veículos de luxo, entre eles modelos da Porsche.
O valor total bloqueado chega a R$ 39.373.542,86. Em bens como imóveis e veículos, o montante soma aproximadamente R$ 1,5 milhão.
As buscas acontecem em 15 municípios de sete estados: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rondônia, São Paulo e Bahia. São eles: Porto Alegre, Canoas, Caxias do Sul, Santo Antônio da Patrulha, Taquara, Cachoeirinha, Charqueadas, Alvorada, Arroio do Meio, Jaraguá do Sul, Camboriú, São José, Rio de Janeiro, Porto Velho e Salinas.
Segundo os delegados Adriano Nonnenmacher e Rafael Liedtke, responsáveis pela investigação, o grupo era responsável por grande parte da distribuição de maconha no Rio Grande do Sul. Durante o trabalho policial, mais de 5 toneladas da droga foram apreendidas.
“São alvos de prisão preventiva o líder, que pessoalmente coordena as operações logísticas e financeiras, bem como seus gerentes e laranjas, alguns assaltantes a banco, homicidas e outras lideranças de organizações gaúchas, indicando consórcio na mercancia de drogas e dissimulação de recursos ilícitos”, afirmaram os delegados.
Para ocultar o dinheiro obtido com o tráfico, os investigados adquiriam veículos de luxo, imóveis e empresas de fachada, além de usar contas bancárias de laranjas e enviar recursos para outros estados.
“Chama a atenção o recrutamento de vários indivíduos com antecedentes graves, como tráfico, homicídios e roubos. Tudo para evitar detecções dos órgãos fiscalizadores”, ressaltaram os delegados.
