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PF prende extremista que prometeu “tomar o poder” e “colapsar sistema”

A Polícia Federal prendeu, na terça-feira (10/1), Ana Priscila Azevedo, uma das participantes dos atos terroristas que resultaram na invasão das sedes dos Três Poderes no último domingo (8/1). Ela foi detida em Luziânia, no Entorno do Distrito Federal, mas acabou sendo transferida para a capital do país.

Ana Priscila é apontada como administradora de uma série de grupos golpistas no Telegram. Em um vídeo divulgado nas redes sociais, a mulher aparece sobre a rampa do Congresso Nacional no dia da invasão ao prédio.

“Acabou, nós vencemos. Aqui é Brasil. Nossos somos cupim, roedores de mármore, chora petista”, afirma a mulher nas imagens. Em outro trecho do vídeo, um homem afirma: “Isso aqui não é golpe, é contragolpe, porque vocês são golpistas, bando de vagabundos”.

Em outra imagem que circula nas redes sociais, a mulher aparece sentada em um dos órgãos invadidos pelos terroristas no último domingo. Ela está atrás de policiais e segura uma bandeira do Brasil.

“Nós vamos colapsar o sistema, nós vamos sitiar Brasília, nós vamos tomar o poder de assalto, o poder que nos pertence”, disse Ana Priscila Azevedo, numa live realizada em 5 de janeiro, no acampamento bolsonarista montado no entorno do Quartel General do Exército, em Brasília.

Prisões

A Polícia Federal já prendeu até a noite de terça-feira (10/1) 727 pessoas pelo ato terrorista no último domingo (8/1), na Praça dos Três Poderes, quando um grupo de bolsonaristas invadiu e danificou o Congresso Nacional, Palácio do Planalto e o Supremo Tribunal Federal.

Outras 599 foram detidas, mas soltas por razões humanitárias. O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, anunciou que a Polícia Federal continuará as investigações dos envolvidos no ataque de domingo.

Dino ainda ressaltou que serão investigados inclusive os vândalos que não ficaram presos. Os policiais estão ouvindo as pessoas presas, que devem ter seus atos individualizados. Idosos e detidos que estavam com crianças foram liberados.

Com informações Metrópoles 

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