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“Patriotas” mudam o tom, param de pedir e agora “exigem” intervenção

Parte dos autodenominados “patriotas” que querem impedir a posse de Lula (PT) na Presidência da República, no próximo 1º de janeiro, mudou o tom sobre o discurso de intervenção.

Antes, os bolsonaristas “pediam” socorro às Forças Armadas. Agora, quase dois meses após o resultado das urnas declarando a derrota de Jair Bolsonaro (PL) nas eleições, “exigem” uma ação dos militares para tomar o poder e garantir que o atual chefe do Executivo permaneça na Presidência.

Eles argumentam que o artigo 142 da Constituição Federal garante tal medida extrema, mas a norma apenas prevê que as Forças Armadas estão sob autoridade do presidente da República e “destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem”.

A manifestação anti-Lula ocorre em frente a quartéis do Exército há mais de 50 anos. O novo posicionamento, mais duro, reverbera em alguns grupos nas redes sociais.

Nas redes, alguns apoiadores de Jair Bolsonaro (PL) alegam estar cansados e afirmam que os militares têm o “dever” de agir contra Lula.

Uma carta endereçada a Bolsonaro foi redigida com essa finalidade por manifestantes.

 

O documento, repleto de erros de português, diz, em transcrição ipsis litteris: “O povo brasileiro, nas ruas por 53 dias, cansados dos desmando da justiça que atenta contra nossa Constituição Federal e a inércia do congresso nacional, EXIGE: A INTERVENÇÃO CONSTITUCIONAL e o ACIONAMENTO DAS FORÇAS ARMADAS para o saneamento moral de nossa pátria desde à usurpação das competências dos poderes e da condução ilegal e criminosa das eleições de 2022 pelo TSE/STF”.

Nesta sexta-feira (23/12), o escritor e influencer da direita Pedro Delfino endureceu o discurso contra o Exército e disse que serve para “jogar o dinheiro do país no lixo”.

“Se eles ficam a vida inteira consumindo os recursos do país para, no dia que a ameaça chega, eles se aliarem a ela contra o seu povo, estarão passando um atestado definitivo de inutilidade”, escreveu, nos Stories do Instagram. Ele tem 680 mil seguidores.

Com informações Metrópoles

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