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Padre, suspeito de abuso sexual contra menino de 13 anos, é afastado em SC

Padre

Diocese afastou o padre após denúncia feita pela família do menor

A Diocese de Lages anunciou o afastamento de um padre suspeito de abuso sexual contra um adolescente de 13 anos, frequentador de uma igreja da cidade na Serra catarinense. O caso foi registrado em 16 de junho e está sendo investigado pela Polícia Civil.

Além do afastamento das funções sacerdotais, a Diocese impôs uma medida cautelar de restrição de residência ao pároco. Em nota enviada ao ND Mais, a Diocese informou que a medida busca garantir “a lisura do processo investigativo canônico”.

Segundo o boletim de ocorrência, a vítima, um adolescente de 13 anos que convivia quase diariamente com o padre, teria passado um dia inteiro auxiliando o pároco em uma mudança na igreja, retornando para casa somente às 22h. Durante esse período, o menor teria sido forçado a manter relações sexuais com o sacerdote. Após o crime, o pároco teria dado banho no adolescente e o devolvido à família.

A delegada Luciana Rodermel, titular da DPCaMI (Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso) de Lages, informou à reportagem do ND Mais que um inquérito policial foi instaurado e que o caso tramita em sigilo para preservar a identidade do menor.

O afastamento do pároco da Diocese de Lages ocorreu dois dias após o registro da ocorrência, em 18 de junho. No comunicado, a Cúria Diocesana classificou as acusações como “de natureza grave” e afirmou que realizará uma averiguação “responsável, prudente e rigorosamente conduzida” diante da seriedade dos fatos.

A Diocese destacou que a medida de afastamento visa proteger eventuais vítimas, mas também assegurar “o direito à boa fama, à presunção de inocência e à ampla defesa do sacerdote acusado”. A nota conclui reforçando o compromisso da Diocese com a vítima e seus familiares “caso se comprovem os fatos alegados”.

O afastamento do padre, segundo a Diocese, “trata-se de um procedimento necessário para assegurar a lisura do processo investigativo canônico, bem como para evitar qualquer escândalo, perturbação ou divisão no seio da comunidade paroquial e diocesana”.

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