Mãe chegou a agredir menina fisicamente como punição ao alegar que filha mentia sobre abusos
Uma operação da Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC) resultou na prisão preventiva de um casal nesta sexta-feira (6), em Grão Pará, no Sul do estado. Um homem é suspeito de estuprar a enteada de 12 anos, enquanto a mãe da menina foi presa por omissão e conivência, ao ocultar os crimes que ocorriam há pelo menos três anos.
A investigação revelou que os abusos começaram quando a vítima tinha apenas 9 anos. O caso só veio à tona após a menina ser encontrada por professoras chorando em desespero no banheiro de uma escola. Em um relato comovente, a criança afirmou que “não queria retornar para casa”, o que acionou imediatamente a rede de proteção.
Segundo a Polícia Civil, a violência não era recente e já havia sido denunciada anteriormente. Dois boletins de ocorrência foram registrados em Chapecó, no Oeste catarinense, época em que a família residia na cidade. No entanto, para evitar a ação da justiça, o casal fugiu do município.
A investigação aponta que a mãe da menina agia ativamente para proteger o agressor. Informada diversas vezes sobre os abusos, ela não apenas ignorava os relatos, como afirmava que a filha estava mentindo e chegava a agredi-la fisicamente como forma de punição por denunciar a violência.
O episódio mais recente, que motivou a urgência das prisões, ocorreu na última terça-feira (3). O padrasto teria trancado a menina em casa e escondido as chaves para impedir sua saída, submetendo-a a um novo estupro. Laudos periciais confirmaram que a violência sexual acontecia de forma reiterada ao longo dos anos.
Diante do risco iminente à vida e à integridade da criança, o Judiciário determinou a prisão preventiva de ambos. O padrasto responderá pelo crime de estupro de vulnerável, e a mãe pela omissão e proteção ao criminoso.
