Localizado em SC, suspeito administrava plataformas clandestinas e extorquia compradores do material com prints de conversas
A operação, denominada “Pharos”, cumpriu um mandado de busca e apreensão em Florianópolis, no Litoral de Santa Catarina, expedido pela 1ª Vara Federal da Capital.
O caso começou a ser investigado após a HSI (Homeland Security Investigations), por meio de sua representação na Embaixada dos Estados Unidos em Brasília, encaminhar ao CyberGaeco informações sobre um indivíduo supostamente localizado em Santa Catarina.
O investigado é suspeito de administrar plataformas clandestinas voltadas à venda desse conteúdo ilegal, direcionado a compradores tanto no Brasil quanto no exterior. Após a comercialização, ele ainda extorquia os compradores com capturas de tela das conversas, revelando a audácia do esquema.
A informação inicial indicava que o suspeito seria o proprietário de um endereço de carteira de Bitcoin utilizado em transações relacionadas à venda de Conteúdo de Abuso Sexual Infantil (Child Sexual Abuse Material – CSAM), hospedado em domínio na Dark Web. As transações eram realizadas por meio de criptoativos, visando ocultar a identidade dos envolvidos e dificultar o rastreamento pelas autoridades.
A partir do rastreamento de transações financeiras envolvendo criptoativos, um cidadão norte-americano foi identificado como um dos responsáveis por realizar transferências para carteiras de criptomoedas diretamente associadas à comercialização de CSAM. Essas carteiras foram vinculadas, pela equipe do CyberGaeco, ao investigado que foi alvo da medida de busca e apreensão cumprida em Florianópolis.
Na operação, o Gaeco também contou com o apoio técnico da Polícia Científica e do Núcleo de Inteligência e Segurança Institucional do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (NIS/TJSC). As investigações tramitam sob sigilo, e novas informações serão divulgadas assim que possível.
O nome da operação, “Pharos”, faz referência ao Farol de Alexandria, símbolo histórico de vigilância e orientação. A escolha ressalta o esforço permanente do Ministério Público de Santa Catarina e das forças de segurança em esclarecer crimes praticados nas camadas mais ocultas da internet, reforçando o compromisso com a proteção integral de crianças e adolescentes.
