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MPSC instaura inquérito civil para apurar causas da queda de balão em Praia Grande

Balão

Acidente com balão matou oito pessoas no último sábado; órgãos de segurança apuram circunstâncias

A Promotoria de Justiça também solicitou à Polícia Civil o compartilhamento das provas colhidas no inquérito policial. O objetivo é adotar as providências cabíveis na esfera cível e na tutela dos interesses difusos e do consumidor, que envolvem a coletividade e os direitos dos passageiros.

Documentação solicitada à empresa

O inquérito civil tramitará na Promotoria de Justiça da Comarca de Santa Rosa do Sul. A empresa, sediada em Praia Grande, deverá encaminhar uma série de documentos que comprovem o cumprimento dos requisitos legais e operacionais estabelecidos pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), entre eles:

A Promotoria requisitou, ainda, que o prefeito de Praia Grande informe, no prazo de cinco dias úteis, a relação das empresas cadastradas ou autorizadas para o desenvolvimento de atividades relacionadas a passeios turísticos com balões no município. Materiais de mídia que retratam o caso foram anexados ao processo para auxiliar nas investigações.

O MPSC destacou que o balonismo é considerado uma atividade de alto risco, sujeita a normas e regulamentações específicas para sua prática. Além disso, a legislação prevê que as empresas respondam, independentemente da existência de culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos relativos à prestação dos serviços, bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua fruição e riscos.

As vítimas da tragédia

O que deveria ser um dia de passeio transformou-se em tragédia no sábado (21). No total, 21 passageiros estavam a bordo do balão, e 13 conseguiram se salvar.

As oito vítimas fatais da queda do balão em Praia Grande são:

Conforme apurado pelo portal ND Mais, o balão que caiu tinha capacidade para carregar até 27 pessoas ou 2.875 kg.

A investigação para apurar a causa do acidente e identificar se houve crime, seja por negligência ou intencional, iniciou logo após as autoridades acessarem o local. O inquérito, conduzido pela Polícia Civil, tem um prazo inicial de até 30 dias para ser concluído, com possibilidade de prorrogação por mais 30.

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