Mãe de caçadorense pode estar entre as vítimas da dra. Morte

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Uma mulher de 59 anos, que morava em União da Vitória pode estar entre as vítimas da ex-chefe da UTI do Hospital Evangélico, em Curitiba, a médica Virgínia Soares de Souza, presa sob a acusação de “antecipar o óbito” de pacientes.

O portal Notícia Hoje conseguiu, por telefone, conversar com a filha da mulher, que mora em Caçador. Ela prefere ficar no anonimato para não expor a família neste momento.

De acordo com a ela, sua mãe foi diagnostica com neoplasia intracraniana no dia 16 de janeiro de 2012 e faleceu dia 02 de fevereiro de 2012, depois de ter ficado seis dias na UTI do Hospital Evangélico e sob os cuidados da equipe comandada pela médica Virgínia, agora conhecida nacionalmente como “Dra. Morte”.

“Dentro da UTI o ventilador mecânico do minha mãe foi desligado e a informação que passaram para a gente era que ela estava conseguindo respirar sozinha. Mas não foi isso que eu presenciei. Eu acompanhei as últimas horas da minha mãe e ela estava com dificuldades para respirar”, comenta.

A mãe da caçadorense teve alta da UTI dia 31 de janeiro e faleceu no dia 02 de fevereiro, às 2h25min. “Por duas vezes a cirurgia dela foi adiada. Foi feito uma traquestomia para ela tomar os remédios. Ela faleceu no quarto”, relata.

A caçadorense esteve recentemente em Curitiba para protocolar o pedido para retirada dos exames da mãe, mas não obteve êxito. Em função disso, ela registrou um Boletim de Ocorrência e foi informada que o caso de sua mãe será investigado, junto com outros, de 2006 até agora. “Eu até tentei conversar com a médica enquanto minha mãe estava internada, mas ela não me deu atenção. E agora, a gente fica sabendo da prisão dela. Passamos a reviver todo o drama da morte da minha mãe. Não desejo isso pra ninguém. E realmente estranhamos o fato de, na UTI, terem desligado o ventilador mecânico”, completa.

Virgínia foi presa em 19 de fevereiro sob a acusação de homicídio qualificado e formação de quadrilha. Outros três médicos foram presos sob acusação de envolvimento nas mortes. Eles negam. As investigações começaram em 2012, após denúncias anônimas. 

 

 

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