O crime ocorreu durante uma reunião no escritório de advocacia para assinatura do divórcio e partilha de bens. Seu ex-marido, Romildo Veloso e Silva, de 69 anos — médico, vereador pelo PP e ex-prefeito do município por quatro mandatos —, pediu para conversar a sós com ela. Pouco depois, funcionários ouviram disparos. Icicleia foi atingida por um tiro na cabeça e socorrida ainda com vida, sendo levada inicialmente ao Hospital Municipal e depois ao Hospital Regional, onde permaneceu em coma na UTI.
No dia seguinte, 4 de junho de 2026, a morte de Icicleia foi confirmada devido ao traumatismo cranioencefálico por arma de fogo. Romildo, logo após atirar na ex-esposa, dirigiu-se ao banheiro do escritório e cometeu suicídio com um tiro. A Polícia Civil do Pará investiga o caso como feminicídio seguido de suicídio. O casal estava separado há cerca de três meses e, segundo relatos, Romildo não aceitava o fim do relacionamento.
O trágico episódio chocou a cidade de Ourilândia do Norte. Icicleia deixou três filhos. Ambos foram velados e sepultados no Cemitério Municipal na sexta-feira, 5 de junho. A prefeitura emitiu nota de pesar e decretou luto oficial de três dias em função das mortes.
O caso reforça a triste estatística de violência doméstica no Brasil e segue em investigação para esclarecimento completo dos fatos.
