Conforme a Polícia Civil, o suspeito confessou que se aproximava das vítimas oferecendo suco em garrafa já contaminado com medicamentos. Após ingerirem a bebida, os idosos perdiam a consciência em poucos minutos, o que facilitava a prática dos roubos.
O primeiro crime investigado teria ocorrido em maio de 2025. Na ocasião, após três dias sem conseguir contato com os avós, um neto foi até a residência do casal e encontrou os dois idosos desacordados. O homem, de 82 anos, foi socorrido em estado grave, enquanto a mulher, de 72 anos, já estava morta. Inicialmente, o caso foi tratado como morte natural, com suspeita de Acidente Vascular Cerebral (AVC). No entanto, a investigação avançou após a constatação do desaparecimento de valores em dinheiro e aparelhos celulares da residência, levantando a hipótese de crime patrimonial com resultado em morte.
Após um trabalho investigativo detalhado, a Polícia Civil reuniu elementos que indicaram a autoria e a dinâmica criminosa. Um segundo caso, com características semelhantes, ocorreu no dia 10 de dezembro. Desta vez, uma mulher de 72 anos foi dopada, mas conseguiu ser socorrida rapidamente por familiares e sobreviveu. Do local, o suspeito teria subtraído joias.
Segundo a polícia, após a prisão, o homem confessou os dois crimes e forneceu detalhes da ação criminosa. Ele também indicou onde escondia os medicamentos utilizados para dopar as vítimas e revelou os locais onde teria vendido celulares, joias e duas televisões levadas no crime ocorrido em maio, itens que ainda não haviam sido localizados pelos investigadores.
O suspeito permanece à disposição da Justiça, e as investigações continuam para apurar se há outras vítimas e identificar possíveis receptadores dos objetos roubados.
