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Governo Trump aplica Lei Magnitsky contra ministro Alexandre de Moraes

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Ministro do STF é incluído em lista de sanções dos EUA por supostas violações de direitos humanos

De acordo com o OFAC, Moraes teria utilizado sua posição para autorizar detenções preventivas arbitrárias e suprimir a liberdade de expressão. “Alexandre de Moraes se colocou como juiz e júri em uma caçada ilegal contra cidadãos e empresas dos EUA e do Brasil”, declarou o secretário do Tesouro, Scott Bessent. Ele complementou, afirmando que Moraes é “responsável por uma campanha opressiva de censura, detenções arbitrárias que violam os direitos humanos e processos politizados, inclusive contra o ex-presidente Jair Bolsonaro”.

A medida foi tomada com base na Ordem Executiva 13818, que implementa a Lei Global Magnitsky de Responsabilização por Direitos Humanos, legislação direcionada a autores de abusos graves ao redor do mundo. Esta sanção ocorre dias após o Departamento de Estado dos EUA revogar o visto de Alexandre de Moraes e de seus familiares imediatos, em 18 de julho de 2025.

Lei Magnitsky: Histórico de sanções e alcance

A Lei Magnitsky, aprovada em 2012 durante a gestão do ex-presidente Barack Obama, permite ao governo dos Estados Unidos congelar bens e contas, além de barrar a entrada no país, de indivíduos que tenham violado direitos humanos, terroristas e criminosos acusados de corrupção e genocídio.

A inclusão de um nome na lista de sancionados pela Lei Magnitsky não depende de aprovação do Congresso norte-americano, podendo ser imposta por um ato administrativo do governo.

A lista, conhecida como uma espécie de “lista negra”, inclui nomes de pessoas acusadas ou condenadas por terrorismo, execuções extrajudiciais, fraudes e outros crimes. Entre os nomes de destaque já sancionados pela Lei Magnitsky estão:

A sanção ao ministro Alexandre de Moraes marca um novo e significativo capítulo nas relações diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos, gerando grande repercussão no cenário político e jurídico de ambos os países.

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