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Família em estado grave na UTI após comer torta suspeita; Polícia investiga

Estabelecimento onde a torta foi comprada foi interditado pela Vigilância Sanitária por falta de alvará; investigação levanta possibilidade de envenenamento

A Vigilância Sanitária interditou a Padaria Natália, onde as vítimas compraram os alimentos, por “irregularidades em questões de higiene” e falta de alvará. O padeiro e o dono do estabelecimento prestaram depoimento e foram liberados.

As vítimas são uma idosa de 78 anos, sua sobrinha de 23 anos e o namorado da jovem, de 24 anos. O casal estava visitando a tia e adquiriu empadas e uma torta de frango na padaria próxima à residência dela.

Após consumirem os alimentos, o casal suspeitou que estivessem estragados e retornou ao estabelecimento, onde receberam o reembolso do valor pago. Eles viajaram para Sete Lagoas, onde residem, e durante a madrugada de terça-feira (22), ambos começaram a se sentir mal e foram internados na UTI daquela cidade.

A tia, que permaneceu em Belo Horizonte, passou mal na manhã de terça-feira, sofrendo uma parada cardiorrespiratória, sendo reanimada pelo filho e também levada à UTI de um hospital particular da capital mineira.

As três vítimas seguem entubadas e em estado grave. O casal apresentou insuficiência respiratória e está sob monitoramento médico. Conforme o boletim de ocorrência, os médicos suspeitam de contaminação por carbamato, organofosforado ou toxina botulínica.

O delegado Alex Sandro Cecílio Pimenta, da Polícia Civil de Minas Gerais, afirmou que “não descarta nenhuma linha investigativa”. Amostras gástricas das vítimas foram coletadas e enviadas para análise laboratorial. Ingredientes da padaria também foram recolhidos para análise. Contrariando a informação inicial, a prefeitura informou que o alvará de localização e funcionamento do estabelecimento estava regular.

O que disseram o padeiro e o dono do estabelecimento:

O proprietário da padaria, que administra o local há cerca de seis anos, alegou que as vistorias estavam em dia e que o padeiro era novato, tendo sido contratado para um trabalho temporário há apenas seis dias. Ele afirmou em depoimento que não conseguiu contato com o padeiro após o início da investigação.

O padeiro, de 55 anos, prestou depoimento na quarta-feira (23) e negou ter envenenado os alimentos. Segundo o delegado Pimenta, o padeiro alegou ter levado outra torta para casa antes do ocorrido, a qual foi consumida por sua família sem que ninguém sentisse nada de diferente, inclusive levando um pedaço dessa  torta à delegacia.

“Qual o meu interesse em matar quem não me prejudicou? Eu vou matar pessoas que nem conheço?”, questionou o padeiro em entrevista à Record TV. Ele disse não ter suspeitado da qualidade dos ingredientes da torta, mas tinha dúvidas sobre o armazenamento dos produtos prontos na padaria.

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