Abusos teriam ocorrido entre 2014 e 2016, segundo o Ministério Público
A Diocese de Amparo anunciou nesta quarta-feira (6) o afastamento temporário do padre Sidney Wilson Basaglia, condenado a seis anos de prisão por violação sexual mediante fraude contra um adolescente de 14 anos à época dos fatos.
Segundo o Ministério Público de São Paulo, os abusos ocorreram de forma continuada entre os anos de 2014 e 2016, nas cidades de Serra Negra e Guarulhos. A condenação foi divulgada na última quinta-feira (30).
Em nota oficial, o bispo diocesano Dom Luiz Gonzaga Fechio informou que o afastamento foi decidido após ouvir o Conselho de Presbíteros e o próprio sacerdote, permitindo que ele “se dedique pelo tempo necessário à sua defesa”.
A Diocese afirmou ainda que permanece comprometida com “a verdade, a justiça, a proteção da dignidade humana e a observância das normas canônicas”.
Conforme a denúncia apresentada pelo promotor de Justiça Gustavo Pozzebon, o padre teria se aproximado da vítima após convidá-la para atuar como coroinha. Ao perceber o interesse do adolescente pela vida religiosa, o sacerdote passou a construir uma relação de confiança e proximidade.
Segundo o Ministério Público, o religioso oferecia presentes, fazia convites frequentes para jantares e incluía o jovem em atividades fora do ambiente familiar.
A Promotoria sustenta que o padre utilizou sua posição de autoridade religiosa para manipular emocionalmente o adolescente, criando um vínculo de dependência que teria facilitado a prática reiterada de atos libidinosos em ambientes privados, como a casa paroquial e residências de familiares.
Na nota divulgada pela Diocese, o afastamento temporário não implica suspensão do exercício das ordens religiosas e, segundo a instituição, não afasta a presunção de inocência decorrente da investigação canônica.
A defesa de Sidney Wilson Basaglia ainda não havia se manifestado oficialmente até a última atualização do caso.
