De acordo com informações divulgadas pelo portal Metrópoles, a criança havia sido matriculada na academia por recomendação médica. Segundo relato, desde o início das aulas de natação, ela passou a apresentar piora no quadro respiratório.
Com a repercussão do caso, o médico responsável teria identificado possível intoxicação por cloro como causa dos sintomas e emitido laudo apontando o produto químico como fator determinante para o agravamento da saúde da criança. A informação foi confirmada pelo delegado responsável pela investigação.
Conforme a apuração, análises técnicas indicaram que a carga de cloro utilizada em um único dia equivaleria à quantidade recomendada para uma semana inteira. Segundo o delegado, o excesso do produto teria sido aplicado para evitar o fechamento da piscina, “visando ao lucro máximo”.
Os três sócios do empreendimento são investigados pela Polícia Civil. Eles foram indiciados por homicídio com dolo eventual após a morte de Juliana e a intoxicação de outros frequentadores. A investigação aponta que os responsáveis não teriam adotado medidas adequadas para garantir a segurança de alunos e funcionários.
Professora morreu após passar mal na piscina
No sábado, Juliana Faustino sofreu uma parada cardíaca logo após sair da aula de natação. O marido dela, Vinicius de Oliveira, de 31 anos, que a acompanhava, também apresentou mal-estar enquanto estava na piscina.
O casal comunicou o professor responsável e seguiu para atendimento no Hospital Santa Helena. No entanto, Juliana não resistiu aos sintomas de intoxicação. Vinicius foi internado em estado grave.
O caso segue sob investigação, enquanto outras possíveis vítimas passam por avaliação médica.
