Dois ciclistas caçadorenses estão se destacando pelo Avaí, de Florianópolis. Há mais de dois anos, Caio Luiz e Marcos Santos deixaram Caçador depois de convite da equipe da capital, mas, principalmente pela falta de apoio na sua terra natal.
“Correndo o Joguinhos em Caçador, em 2011, disputei sozinho e terminei na frente de todos atletas do Avaí. Com isso, o sub técnico Edson Luiz de Rezende me ofereceu essa oportunidade”, lembrou Marcos, salientando as próximas competições. “Vamos participar do Circuito Pedra Branca, depois da Copa Hans Fisher, Joguinhos Abertos, Volta de Brusque, Jogos Abertos e, por último, a volta do Codecan, no Uruguai”.
Já Caio fez questão de destacar os melhores resultados da carreira, citando a Olesc, que disputou por Floripa e ficou em 3º lugar no geral, os 2º lugares na Volta de Brusque, na Pedra Branca, na Marathon Itá, além da 3ª colocação em Joaçaba na Prova Vitorino Prando e, esse ano, a Subida do Morro da Cruz, onde ficou em 5º lugar por causa de problemas mecânicos, e a 6ª colocação no Uruguai.
“Eu gostaria que, daqui a alguns anos, tivesse a oportunidade de voltar a competir pela cidade de Caçador, mas para isso, e preciso muito mais apoio e reconhecimento ao ciclismo caçadorense”, disse Caio.
Objetivos
Marcos enfatizou que não pretende deixar o Avaí, principalmente pela chance que recebeu. “Se eu for sair daqui só se for pra alguma coisa melhor, mas por enquanto quero seguir aqui onde mais que companheiros de equipe, tenho amigos”, afirmou.
Já Caio lembrou as competições mais importantes deste ano. “O Campeonato Brasileiro me interessa muito, além dos joguinhos, e as principais provas do ranking catarinense”, explicou.
Tanto Marcos quanto Caio fizeram questão de lembrar do técnico Cleomar Lidani, que, segundo eles, teve uma influência muito grande no início dos treinamentos. “Acredito que o ciclismo deveria ser mais valorizado porque muitos abandonam já que não tem o incentivo e a estrutura para levar isso como profissão. O Brasil está muito atrasado nisso, já que deveriam explorar mais esse esporte e ter como cultura”, completou Marcos.
“Agradecemos e muito ao Cleomar Lidani”, finalizou Caio.
