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Casal de Santa Cecília é preso no MS com mais de 20 toneladas de maconha escondidas em carga de milho

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Casal foi preso na última sexta-feira

Em uma das maiores apreensões do ano na região, um casal natural de Santa Cecília (SC) foi preso em flagrante na última sexta-feira (17) transportando mais de 20 toneladas de maconha. A droga estava oculta em um caminhão carregado com milho na rodovia MS-386, entre Amambai e Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul.

A prisão ocorreu durante uma operação de fiscalização de rotina da Polícia Militar Rodoviária (PMR). Os agentes abordaram um caminhão-trator que puxava dois semirreboques. O nervosismo do condutor, de 36 anos, e as contradições nas informações sobre o trajeto e a carga levantaram a suspeita dos policiais, motivando uma vistoria minuciosa.

Durante a inspeção, a PMR detectou um forte odor de maconha. Ao remover parte da carga de milho, foi revelada a grande quantidade de entorpecente escondida na parte inferior da carroceria. A estimativa inicial aponta para mais de 20 toneladas da droga.

O motorista confessou que havia sido contratado para transportar o entorpecente de Ponta Porã (MS) até o estado de Santa Catarina. A mulher de 27 anos, que o acompanhava e também é de Santa Cecília, foi presa no local.

Ambos foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil de Amambai e responderão por tráfico de drogas, conforme a Lei nº 11.343/2006 (SISNAD).

A apreensão, considerada uma das maiores do ano na região, reforça o cenário de intensificação do tráfico. Segundo dados da SENAD, o volume de drogas interceptadas nas rodovias de Mato Grosso do Sul aumentou 18% em relação a 2024.

O delegado Dr. Marcelo Tavares afirmou que “a prisão do casal pode levar à identificação de uma rede criminosa com atuação interestadual”. A Polícia Civil de Santa Catarina foi acionada para colaborar com as investigações e verificar possíveis conexões logísticas no Planalto Norte catarinense, já que Santa Cecília, uma cidade de pequeno porte, não tinha registros de envolvimento em grandes operações de tráfico nos últimos anos.

O casal permanece à disposição da Justiça e poderá ser transferido para unidades prisionais de Santa Catarina conforme o andamento do processo.

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