Bebê já chegou ao hospital sem sinais vitais após parada cardíaca
Um bebê de aproximadamente dois meses morreu na madrugada desta segunda-feira em São João Batista, no Vale do Rio Tijucas, após sofrer uma parada cardiorrespiratória enquanto estava sob os cuidados de uma babá. O caso é investigado pela Polícia Civil de Santa Catarina como possível omissão de socorro com resultado morte e maus-tratos.
De acordo com a Polícia Militar de Santa Catarina, a ocorrência foi registrada após o bebê dar entrada no hospital já sem sinais vitais. A primeira ligação ao Samu ocorreu por volta das 3h50, mas inicialmente foi tratada como possível trote devido ao comportamento da comunicante. Em novo contato, por videochamada, a equipe confirmou a gravidade da situação e orientou o início das manobras de reanimação.
A estimativa é de que a criança já estivesse em parada há cerca de 20 minutos quando o socorro foi acionado. Mesmo com tentativas de reanimação por mais de 45 minutos, o óbito foi confirmado por volta das 5h30.
Segundo o médico responsável pelo atendimento, o bebê apresentava sinais compatíveis com desnutrição, como baixo peso, mucosas ressecadas e o gradil costal visível. Também foi identificada uma condição de fenda palatina, que pode dificultar a alimentação. A causa da morte ainda será confirmada por perícia da Polícia Científica de Santa Catarina.
Durante o atendimento, a equipe do Samu relatou comportamento considerado incomum por parte dos adultos presentes na residência, que demonstravam pouca reação diante da gravidade da situação.
À polícia, a mãe informou que estava trabalhando no período noturno e havia deixado o filho sob os cuidados da babá. Já a cuidadora relatou que percebeu a situação ao acordar para alimentar o bebê e acionou o socorro.
A investigação também apura antecedentes envolvendo a mesma babá, que já havia sido citada em um boletim de ocorrência por maus-tratos contra outra criança em 2024.
Diante dos indícios, a mãe e a cuidadora foram encaminhadas à delegacia para prestar esclarecimentos. O caso segue sob investigação, com acompanhamento do Conselho Tutelar.
