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Às vésperas do encontro, Trump sinaliza redução de “tarifaço” contra o Brasil, mas impõe condições

Trump

É a primeira vez que Trump admite a possibilidade de concessão desde o início do tarifaço; encontro entre os presidentes dos EUA e do Brasil ocorrerá na Malásia

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou neste sábado (25) que irá se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e, pela primeira vez, sinalizou publicamente que pode reduzir as tarifas impostas ao Brasil – o chamado “tarifaço” – desde que “sob certas condições”.

“Acredito que vamos nos reunir, sim. Sob as circunstâncias certas, seguramente”, disse o republicano a jornalistas a bordo do Air Force One, sem detalhar quais seriam as exigências americanas.

O encontro está previsto para o fim da tarde de domingo (26) em Kuala Lumpur, capital da Malásia, onde ambos participam de agendas diplomáticas.

Lula, que já havia chegado ao país, comentou o tema na sexta-feira. O presidente brasileiro afirmou que nenhum dos lados apresentou condições formais até o momento e ponderou que um eventual acordo pode levar tempo. “Estamos dispostos a discutir qualquer tema, sem vetos, mas não quer dizer que o entendimento será imediato”, declarou o petista.

O Brasil tem como principal objetivo reverter o tarifaço de até 50% imposto por Trump em julho, uma medida que atingiu produtos agrícolas e industriais e foi justificada pela Casa Branca como uma “resposta política” a divergências com o governo brasileiro.

Além da questão tarifária, Lula deve pedir a suspensão de punições aplicadas a autoridades brasileiras, incluindo ministros do STF e integrantes do Executivo, que foram alvo de sanções após decisões judiciais criticadas por Washington.

Nos bastidores, o governo brasileiro trata a reunião com cautela, avaliando que o simples gesto de diálogo já representa uma abertura política significativa após meses de tensão entre os dois países. Analistas apontam que Trump, que busca reforçar sua imagem diplomática antes das eleições presidenciais de 2026, tenta equilibrar um discurso de firmeza com gestos de aproximação a parceiros estratégicos da América Latina.

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