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Advogado preso por matar esposa em SC diz que crime foi motivado por medo de separação

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Advogado alegou medo de perder a filha após separação; vítima foi morta dentro de casa

O advogado de 37 anos preso por atirar na cabeça da esposa, Sara Bianca Moyses Fabian Schneider, de 29, revelou à Polícia Civil o que teria motivado o crime ocorrido dentro da residência da família, em São Lourenço do Oeste, no Extremo-Oeste de Santa Catarina.

Em depoimento, ele afirmou que efetuou o disparo após uma discussão motivada pelo medo da separação e pela possibilidade de perder a guarda da filha do casal, de 4 anos. Segundo o delegado Ricardo Melo, da Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (DPCAMI), o relacionamento, que durava cerca de sete anos, apresentava sinais de instabilidade.

De acordo com a investigação, o suspeito relatou que vinha sofrendo pressão psicológica e que a situação se agravou quando a vítima manifestou o desejo de se separar e retornar para Curitiba, onde pretendia morar com amigas. A conversa teria evoluído para uma discussão pouco antes do crime.

Sara foi morta com um tiro na cabeça dentro do banheiro da casa. No momento do disparo, a filha do casal e a avó paterna estavam no imóvel, mas não presenciaram a cena, apenas ouviram o barulho.

Após o crime, o homem teria pedido que a mãe saísse com a criança e, em seguida, se apresentou à polícia, sendo preso ainda na quarta-feira (18).

A arma utilizada no crime tem registro em nome do pai do suspeito, que também reside no imóvel. Apesar de relatos de desentendimentos, não há registros anteriores de ocorrências policiais envolvendo o casal, nem em Santa Catarina nem no Paraná.

Em nota, a defesa informou que o acusado se apresentou espontaneamente às autoridades, antes mesmo de constituir advogado, e colaborou com o esclarecimento dos fatos. Os advogados sustentam que a dinâmica do crime não ocorreu da forma como vem sendo divulgada e que isso será demonstrado ao longo da instrução processual.

O delegado regional Wilherm Negrão afirmou que o caso segue sob investigação e que a Polícia Civil trabalha para esclarecer todos os detalhes da dinâmica do crime.

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