A ocorrência teve início após acionamento do Samu, que comunicou a Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC) sobre uma vítima feminina em óbito. Ao chegar ao local, os policiais encontraram a adolescente já sem vida no interior da residência.
Durante a verificação do imóvel, a PM localizou entorpecentes, entre eles três pinos de cocaína ainda lacrados e porções de maconha. Nenhum pino vazio foi encontrado, o que levantou dúvidas iniciais sobre a hipótese de overdose, mencionada pelo suspeito aos socorristas. Conforme a polícia, não havia celulares na residência no momento da ocorrência.
Em depoimento preliminar, o homem afirmou que saiu de casa pela manhã para, supostamente, vender um aparelho celular. Ao retornar, disse ter encontrado a porta trancada, ouvido barulhos e entrado pela janela, quando viu Emily caída e em convulsão. Ele relatou que tentou prestar socorro e retirar uma substância da boca da jovem, sem sucesso, e que depois foi até a casa da irmã, que acionou o atendimento de emergência.
Segundo informações apuradas no local, o suspeito é ex-presidiário, conhecido das forças de segurança, com passagens por furtos e tráfico de drogas. Há registro de que ele teria fugido do Presídio de Tijucas em 2025, sendo posteriormente recapturado.
Diante da presença de menor de idade e das circunstâncias do óbito, a PM acionou o Conselho Tutelar, a Polícia Civil de Santa Catarina e a Polícia Científica, que assumiram os procedimentos legais e periciais no local.
A causa da morte de Emily ainda não foi confirmada. Exames periciais e o laudo da Polícia Científica serão determinantes para esclarecer se houve overdose ou outra circunstância. O suspeito permanece à disposição da Justiça, e o caso segue sob investigação.
Emily tinha um histórico de vida conturbado, com problemas familiares e passagens por abrigos para menores em Tijucas.
